quarta-feira, 15 de setembro de 2010

SÍNDROME DE BURNOUT- UMA AMEAÇA À VIDA PROFISSIONAL.

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico ocorrido pelo esgotamento físico e mental intenso.
definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".  Como muitos não sabem tal síndrome está relacionado com o estresse e portanto não dão tanta importância a tal doença pois acham que um dia passa, porém, o estresse não é bobagem e muito menos moda. Sabemos que o trabalho, as obrigações diárias necessitam de muita energia e acabam rompendo como nosso equilíbrio interno e a capacidade de suportar altas cargas emocionais, são os chamados eventos estressores.
Estresse em pequenas quantidades pode ser até benéfico porque estimula a liberação de adrenalina pelo organismo, mas é ameaçador quando desencadeia doenças em aspectos físicos e também psicológicos. Hipertensão arterial, gastrites ou úlceras, obesidade, câncer, sinais de tensão pré-menstrual, são alguns exemplos, assim como ansiedade, raiva, indiferença, depressão, desânimo e em casos mais sérios e avançados, surtos psicóticos ou crises neuróticas.
O termo burnout origina-se da língua inglesa e literalmente quer dizer queimado, esgotado. Ou seja, o estresse consome a pessoa tanto no emocional quanto fisicamente. Engana-se quem pensa que a síndrome atinge os trabalhadores menos motivados com o trabalho, pelo contrário, ela ataca justamente aqueles mais envolvidos e que investem no trabalho, porém estes apresentam menor capacidade de lidar com a situação.
Os sintomas iniciais do aparecimento da doença caracterizam-se pela exaustão emocional e um sentimento de incapacidade, a pessoa sente que não pode dar mais de si no trabalho. Por isso mesmo, os trabalhadores mais motivados reagem ao desequilíbrio trabalhando mais ainda na tentativa de obter resultados satisfatórios, e é aí que o quadro da doença tende a se agravar e atitudes negativas como uma aparente insensibilidade e um certo cinismo em relação aos colegas de trabalho são os sinais mais evidentes.
São doze os estágios de burnout:
  • Necessidade de se afirmar

  • Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho;

  • Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;

  • Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;

  • Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;

  • Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;

  • Recolhimento;

  • Mudanças evidentes de comportamento;

  • Despersonalização;

  • Vazio interior;

  • Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;

  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.[1

  • E os sintomas do burnout, tanto os físicos como os comportamentais não se limitam a atingir apenas quem está sofrendo da doença. Eles se estendem aos que convivem com a pessoa, que acabam sendo afetados também já que em estágio mais avançado, a pessoa apresenta dificuldades em se adaptar à organização do ambiente de trabalho e em realizar tarefas. Assim como existe a idéia de fracasso, a pessoa sente que não está realizada na vida pessoal e também profissional.
    Algumas empresas estão se conscientizado de que o burnout é uma ameaça para o rendimento dos trabalhadores e por isso investem em iniciativas para garantir a seus funcionários um ambiente de trabalho sadio. Oferecem por exemplo, plano de saúde e durante o expediente, ginástica para aliviar o estresse.
    Portanto trabalhador, fique atento. Observando que o desgaste emocional e os sintomas descritos estão afetando sua vida profissional e pessoal, procure orientação médica. Uma análise de um especialista é essencial para diagnosticar quando o estresse ultrapassou os limites e está virando doença.

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